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Bolsonaro é papagaio de Trump

Fernando Rosa – O arrogante e ofensivo discurso do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante a última sessão da ONU, segue provocando reações negativas. Neste sábado, o chanceler cubano Bruno Rodríguez, criticou as declarações de Bolsonaro sobre o “Mais Médicos”. Rodríguez disse, acertadamente, que o presidente brasileiro leu o “livro de falsidades escrito em Washington”.

O chanceler Rodríguez denunciou as falsas acusações feitas pelos presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro sobre o papel dos médicos cubanos. Para ele, não faz qualquer sentido a suposta infiltração de agentes militares de Cuba em outros países. Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que existiam 60 mil militares cubanos na Venezuela.

O chefe da diplomacia cubana também condenou o bloqueio econômico imposto por Trump à ilha caribenha. O bloqueio inclui sanções contra embarcações e empresas envolvidas nas exportações de petróleo para o país. A ação criminosa dos Estados Unidos submete Cuba a uma crise de abastecimento de combustíveis, o que já levou o governo a decretar situação de emergência no país.

O chanceler cubano também repudiou as sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos à Venezuela, cada vez com mais virulência – e total ineficiência política. Rodríguez também condenou as punições econômicas atualmente impostas ao Irã, além das ameaças militares. O chanceler de Cuba ainda fez um apelo para que a comunidade internacional preserve o princípio do multilateralismo.

Nesta semana, repetindo o ocorrido com navios iranianos no Brasil, o governo e empresas peruanas se recusaram a vender combustível para uma aeronave da empresa venezuelana Conviasa. O governo peruano afirma que é “impedido de comercializar com empresas venezuelanas por conta do bloqueio dos Estados Unidos”. O vôo levaria cem venezuelanos de volta ao país – dentro do programa “Vuelta a la Pátria”.

“O capitalismo é insustentável”, afirmou Rodríguez, advertindo que o neoliberalismo  é responsável pela crescente desigualdade econômica e social no mundo. “Seus padrões irracionais de produção e consumo e a crescente e injusta concentração da riqueza são a principal ameaça ao equilíbrio ecológico do planeta”, disse. “Não haverá desenvolvimento sustentável sem justiça social”, concluiu.

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