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Manter a pressão contra Cunha e os golpistas

Fernando Rosa

A aliança golpista está caindo na realidade do fracasso de sua aventura que paralisou a economia do pais, quebrou parte do parque industrial nacional e promoveu o desemprego de milhares de trabalhadores. É claro que não é pelas consequências da sua frustrada tentativa de golpe que ameaçam dar meia-volta, mas exatamente pelo desastre de sua solução política. Por isso, desde o final de semana, a mídia golpista ensaia abrir uma nova perseguição ao ex-presidente Lula e “vender” a tese de novas “eleições presidenciais” para os incautos.
Os números apontados pelo sempre suspeito Ibope apontam que apenas 8% dos entrevistados apoiam a entrada de Temer, com a saída de Dilma por meio do impeachment. Ao contrário de seu vice conspirador, e atacada sistematicamente, Dilma conta com 25% de apoio para recompor o governo e seguir o barco até 2018. Já a tese de “eleições” – que o povo entende como “gerais”, mas que os jornais escondem – tem 62% de aceitação, segundo a pesquisa.
É nessa brecha que os golpistas – e algumas pessoas honestas, ansiosas em superar a crise do pais -, tentam emplacar a tese do “golpe dentro do golpe”, ou seja, nova eleição para presidente. Mas ninguém questiona como um novo presidente eleito governaria, continuando esse “sindicato de ladrões” que capturou a Câmara dos Deputados? Ou, então, quem defende “eleições gerais”, acredita seriamente que os atuais congressistas abririam mão de seus mandatos para o bem da Nação?
Este golpe é resultado de “uma aliança oportunista entre a grande imprensa, os partidos de oposição e uma verdadeira quadrilha legislativa”, definiu Lula nesta semana. É disso que se trata e, diante do quadro atual, é isso que preciso ser amplamente denunciado junto ao povo brasileiro. A conversa mole de “novas eleições” é apenas diversionismo dos golpistas para desviar o foco da luta popular, ou atalho para a continuidade do golpe.
Se Dilma tem dificuldades, Temer e seu bando golpista tem muito mais, com seu programa de ataque aos direitos sociais, e a ameaça de não contar com o PSDB e o PSB em seu “governo” ilegítimo. Frente à impossibilidade de concretizar a tese de “eleições gerais”, o caminho é aprofundar o conflito, ampliar a denúncia dos golpistas, em especial seu “chefe”, Eduardo Cunha. Ainda – paciência!, o central é defender a legalidade, a Constituição e o voto de cada cidadão brasileiro, ou seja, a DEMOCRACIA!
Temer-e-Cunha