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O silêncio ensurdecedor do general

Arlindo Falco Junior – Creio injustas as criticas feitas ao ministro Mandetta, afinal o comandante do governo federal na luta contra o Covid-19 é o garboso general Walter Souza Braga Neto. Aquele que, quando extinta a Casa Civil, foi nomeado para o Planalto.

O Mandetta é só um mandado, trocou o juramento de Hipócrates pelo de hipócrita. Nada surpreendente para um ex-deputado do baixo clero.

Porém, o ensurdecedor silêncio do general é vergonhoso. Sequer deu o ar da graça, escondido nos escaninhos e torcendo para não ser lembrado.

Dono de um currículo exemplar entre seus pares, ostenta ser o interventor no Rio de Janeiro, quando foi assassinada pela milícia a vereadora Marielle Franco, caso que ele não resolveu, e no seu mandato a milicia estendeu seus tentáculos no estado.

Se cobra de Moro sua atuação política nas eleições, e sua posterior nomeação para o Ministério da Justiça, com razão. É um escândalo.

Mas e o general? Está mais para o coronel Job Lorena de Santana, o do Riocentro.

Podia, por exemplo, mostrar seu exame para sabermos se está contaminado ou não, já que consta que esteve nos EUA tratando da compra de sucata.

A luta contra o Covid-19 é uma guerra e, se não for tratada assim, será uma tragédia.

Com um comandante desses, nós estamos mal.  

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