A farsa grotesca de um golpe desmascarado

29 de abril de 2016 Off Por Senhor X
Fernando Rosa
A participação da advogada e militante do PSDB, Janaína Paschoal, na Comissão do Senado que analisa o pedido de impeachment da presidenta Dilma expôs a indigência da instituição. Quem acompanhou o depoimento e os questionamentos posteriores dos senadores assistiu a um novo “circo de horrores”, como uma espécie de síntese do que vimos no domingo, 17, na votação da Câmara dos Deputados. Nem a escandalosa votação da Câmara, nem a patética exposição de ontem são representativas do Brasil real, e por isso causa espanto nas pessoas comuns.
Por mais de 10 horas, com uma postura farsante, fascista e histérica – sim, histérica! – a advogada do PSDB confessou que recebeu 45 mil reais – sim, do PSDB! – para produzir a peça do impeachment, que seu partido bancou no Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, disputou a autoria do pedido, o que talvez justifique a ausência do advogado Hélio Bicudo e a fuga, pela segunda vez, do também advogado Miguel Reale Junior – ambos coautores do pedido. Também reconheceu que trabalhou para Reale, quando ministro da Justiça no governo FHC, e para Geraldo Alckmin, em São Paulo.
O mais grave, no entanto, foi ver o Senado Federal ser palco para a exibição grotesca de uma pessoa destemperada, agressiva, fora da realidade e extremamente autoritária. Durante sua exposição e no período das respostas, a advogada do PSDB gritou com senadores, debochou de autoridades, desafiou o STF e deu “pito” na Câmara dos Deputados. O resumo da fraude foi a pegadinha do senador Randolfe, em que ela, mostrando ignorância e único compromisso com o golpe, atacou as “pedaladas” de Temer, pedindo impeachment, como se fossem da presidenta Dilma.
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